Aluguel de drone para filmar casamento ou clipe rende até 40 mil por mês.

O uso de drones em filmagens abriu um nicho de mercado para empresas produtoras de imagens. O aparelho operado por controle remoto tem sido usado para registrar imagens de videoclipes, casamentos e até áreas desmatadas. Com ele, uma construtora já simulou a futura vista de apartamentos à venda na planta. O serviço pode render até R$ 40 mil por mês.

Por mês, o negócio atende de dez a 12 clientes e fatura entre R$ 30 mil e R$ 40 mil.

A diária de um drone varia de R$ 1.500 a R$ 6.800, dependendo do modelo e da qualidade da câmera utilizada. No valor já está inclusa a mão de obra de piloto e assistente, que comandam o equipamento do solo. "O drone possibilita fazer tomadas diferenciadas de locais que mesmo um helicóptero teria dificuldade para chegar".

A empresa tem oito drones disponíveis para locação. Cada um custou entre R$ 4.500 e R$ 35 mil. Os aparelhos funcionam com bateria e podem voar por até 30 minutos.

O aluguel diário de um drone custa, em média, R$ 2.500,00. Cerca de 70% das locações são feitas para agências de publicidade, que atendem clientes de diversas áreas, como construção, mineração e eventos.

Uso de drone não é regulamentado

O uso de drones, no entanto, carece de regulamentação no país. Segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), uma proposta deverá ser submetida a audiência pública ainda no primeiro semestre deste ano, mas não há previsão para que a regulamentação entre em vigor.

De acordo com a Anac, não há restrições para a compra de drones, porém o equipamento deve ser registrado no órgão e no Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo). Em caso de uso sem autorização, o infrator fica sujeito a ações de responsabilidade civil e penal.

Regulamentação severa pode inibir empresários

A falta de regulamentação não é o único problema para as empresas do ramo, afirma Marcelo Nakagawa, professor de empreendedorismo do Insper. Segundo ele, caso a legislação aprovada seja mais restritiva, é possível que muitos negócios deixem de existir.

"Uma regulamentação severa pode colocar em situação de irregularidade muitas empresas que atuam hoje no mercado e inibir novos empresários de entrarem para o setor", declara.

Caso a regulamentação seja mais branda, Nakagawa diz que o segmento pode sofrer um "boom" de novos negócios. "A barreira de entrada é baixa.


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